Dia do Pai

Se faltarem ideias, que tal uma tela com o amiguinho David Beckham...!!!! Que por acaso faz anos no mesmo dia que eu...uauau!
Hummm..esta sugestão seria mais para o dia da mãe não era ?!?! :)

o dinheiro voa

Em Macau, a moeda que circula é a pataca.
500 patacas - equivalente a 50 €
100 patacas - equivalente a 10€
20 patacas - equivalente a 2€
10 patacas - equivalente a 1€
5 patacas - equivalente a 0,50€
1 pataca - equivalente a 0,10€
50 avos - equivalente a 0,05€
10 avos - equivalente a 0,01€

No dia-a-dia, para saber o preço dos produtos, faço a conversão retirando um zero à direita.
A título de curiosidade:
1 viagem de autocarro é 2,5 patacas (0,25€) - mas andar de autocarro é uma seca. Não há prioridade a este tipo de transporte, nem há corredores BUS.
1 ananás já descascado no mercado é 5 patacas (0,50€). No mercado é tudo muito mais barato do que nos supermercados.
1 refeição no chinês é 30 patacas (3€)
1 refeição no macaense é 25 patacas (2,5€)
1 refeição no português - incluindo bebidas, sobremesas e digestivos (jantar de grupo) é 150 patacas (15€)
1 tratamento no dentista é 400 patacas (40€)
1 pastel de nata é 6 patacas (0,60€)
Algumas coisas são pechincha, outras são exactamente o mesmo preço que em Portugal.

Variedade gastronómica

Este fim-de-semana foi uma variedade gastronómica: chinês, macaense e português.
No chinês come-se com pauzinhos, a bebida que servem é chá, não têm por hábito por guardanapos na mesa. Os pratos à escolha são muitos, mas a base é quase sempre a mesma, ora massa, ora arroz. Eu cá prefiro os de massa. E sempre acompanhados de legumes, normalmente grelos e pimentos. Comi massa com vaca, pimentos e molho chilli. "Esta quente!" penso eu nesta fotografia. Muito bom, garanto-vos.

Segundo uma foto que se encontra à entrada, o Dr. Mário Soares também já esteve aqui.

No macaense comi Minchi, um prato tradicional feito com carne picada e batatas fritas cortadas aos cubinhos, que reflecte bem as misturas ocidentais (portuguesas) e orientais. Claro que aqui servem tudo com arroz, e lá vinha o arroz sempre com o mesmo sabor característico. A bebida a acompanhar era também chá. Para comer em vez de pauzinhos é garfo e colher.

Do restaurante português não tenho fotografias. Situa-se numa rua típica da ilha da Taipa, que é uma das ilhas que fazem parte de Macau, juntamente com Coloane. Está ligada a Macau por uma ponte. Comi carne de porco à alentejana com faca e garfo :) Bebi vinho tinto e sangria.




caos ou organização...

À entrada dos prédios é normal encontrar imensas campainhas amontoadas e caixas de correio. Por acaso o portão da loja ao lado é bastante colorido, porque normalmente são cinzentões.

iniciação ao Gwong-dung-wa

Logo na primeira semana, graças a uma jornalista portuguesa residente em Macau, a Marta Melo (Obrigada, Marta!), tive conhecimento que iria começar um curso de cantonense, o dialecto que se fala por aqui.
Inscrevi-me, paguei 250 patacas (cerca de 25 euros). As aulas decorrem duas vezes por semana, à segunda e quinta-feira, entre as 18h30 e as 20h10 (10h30 e 12h10 hora portuguesa).

A primeira aula foi na segunda-feira, 13 de Março. Dentro da sala, encontravam-se muitos portugueses que trabalham cá ou que vieram através do programa Contacto (estágio profissional).

Esta foi uma introdução à língua, para conhecer os tons, que é a parte (parece-me) mais complicada. Existem 9 tons em cantonense, mas neste módulo vamos aprender apenas 6.

Eis um exercício:
Ao fundo, os -Si têm diferentes tons consoante o marcador (acentos + h). Mas se para vocês é uma coisa estranha, não duvidem que para mim também é. Não consigo distinguir os tons :)

Eis algumas palavras:
gáu = cão
gai = galinha (tem acento recto no -a)
saang gwó = fruta (tem acento recto no -a)
pàhng yáuh = amigo
néih hou = saudação
Ma = mãe (tem acento recto no -a)
Máh = cavalo
Hok saang = estudante (tem acento recto no primeiro -a)
Lóuh-si = professor
2007 = yih lihng lihng chat nihn
Março = Saan yuht (tem acento recto no primeiro -a)

Local onde se realiza o curso:

Ir até Zhuhai

Ir até Zhuhai é ir até à China, do outro lado da fronteira, nos limites da cidade, a norte de Macau. Uma fronteira como todas as outras, em que é necessário passar pelo controlo com passaporte na mão e visto. Muita gente, como é natural por estas bandas, onde quer que passe. Homens, mulheres com crianças ao colo ou dependuradas nas costas, idosas curvadas do peso da idade e do peso dos sacos que levam consigo. Grandes e pesados. O passo é arrastado, miudinho e apressado.
Ir até Zhuhai é ir fazer compras mais baratas. E sábado foi o dia escolhido.
Milhares de lojas chinesas concentradas num centro comercial enorme, cheio de corredores e apinhado de gente, claro. Mas não tem nada que ver com os centros comerciais europeus. Massagens muito baratas, tecnologia barata, roupa, calçado, cd’s e dvd’s, artesanato chinês, chá, bugigangas, etc, etc. Na loja dos dvd’s até se fala algum português: “filme muito bom. legendas inglês. Esse não é bom, legendas russo.”
Mas é preciso negociar sempre. Se não houver regateio o chinês até fica ofendido. E é preciso saber regatear bem, pois também é possível trazer produtos mais caros, relativamente a Macau. E, no que diz respeito à tecnologia, trazer qualquer coisa avariada é normal. É preciso ter cuidado.
A moeda que se usa aqui é o renmibi (moeda da China), mas se tentarmos fazer o câmbio por estas bandas, corremos o risco de levar dinheiro falso no bolso. O melhor mesmo é ir prevenido. Há quem também aceite patacas. Há artigos que podem custar 10 patacas (cerca de 1€) ou 100 (cerca de 10€). Por este valor comprei um tripé para a minha máquina fotográfica.
Hei-de lá voltar para trazer “recuerdos” para Portugal porque realmente é um mundo! Ah…e para uma massagem que é, dizem, muito barato.


Praça do Senado (praça central de Macau, onde se encontram os serviços municipais). À noite está tudo muito sossegado. Poucos carros, lambretas ou pessoas na rua. Porém, não se sente a insegurança que provavelmente se sentiria em Portugal no início de madrugada. Estas fotos nocturnas não são as melhores. Foram tiradas sem uso de tripé, mas agora já comprei um e certamente que conseguirei fazer melhores fotos.
Av. Almeida Ribeiro que passa frente ao Senado.

vai um pastel de nata?


Os pastéis de nata são muito bons. A massa folhada é igual, mas o creme é ligeiramente diferente. Não é tão cremoso, mas é igualmente delicioso.
Estas máquinas servem para os manter quentinhos....hummmmmmmmmmmm

Ruínas de S. Paulo

As Ruínas de S. Paulo são o ponto de confluência turística em Macau. Referem-se à fachada da antiga igreja da Madre de Deus, construída em 1602-1640 e às ruínas do Colégio de S. Paulo, que ficava localizado perto da igreja, os quais foram destruídos por um incêndio em 1835. Eram construções jesuítas.
Hoje a fachada da igreja funciona simbolicamente como um altar da cidade. Para lá da fachada existem apenas reconstituições do que seria a igreja em tempos, raros vestígios e um museu de arte sacra, muito pequeno.


* Vista das Ruínas de S. Paulo. O edifício amarelo, ao estilo colonial português, é actualmente a Fundação Macau. O edifício enorme ao fundo, ainda em construção, é o mais recente casino: Grand Lisboa.


o frio não me demove!

3h em Portugal, 11h em Macau.
Quarta-feira. sono, mais ou menos regularizado, frio lá fora (mínima 13 e máxima 16).
Na mala veio roupa de verão, pouca para tempo frio. "E esta hein. Agora é que te tramaste".
Os dias passam devagar, o tempo está por minha conta. Ainda não visitei muitas coisas, pois tenho o tempo neste lado do mundo para isso. Mas hoje vou visitar o ex-libris de Macau: ruínas de S. Paulo. Já andei pelas ruas, mas foi apenas numa primeira visita de reconhecimento, misturando-me com os macaenses. Conheci jornalista portuguesa em Macau e visitei a rádio onde trabalha, cruzei-me também com jornalista acabada de chegar para trabalhar num jornal.
Vi alguns dos 24 (se não estou em erro) casinos existentes.
Ontem andei a fazer compras, mas não me entendo com o dinheiro, nem com a língua. As batatas foram compradas na rua à custa de gestos e gargalhadas da comerciante macaense. O preço das bananas, numa outra lojinha, foi dito em cantonense. “English?”. Vá lá que a filha soube responder-me. UFA!
Aqui há de tudo: Mango, Macdonald’s, telemóveis de todas as cores e feitios, macaenses magríssimas e de saias curtíssimas, cortes de cabelo radicais e espevitados, lambretas em tudo quanto é sítio. Eu olho mais para eles com admiração, do que eles para mim, que sou ocidental.
Além das compras, fiquei por casa. Aqui está a vista da varanda do primeiro andar, onde moro nestes meses.






dá sempre jeito...

...ter alguém assim :))
O recepcionista e carregador de malas à minha espera no aeroporto.

Do outro lado do mundo

Depois de algumas horas de viagem (mais de 15horas), e depois de atravessar vários países e meridianos, cá me encontro eu na terra da Árvore das Patacas. Árvores é que são poucas, prédios velhos e feios, muitos, casinos, aos pontapés, edifícios novos e altos ao lado de casas velhas e rasteiras. Enfim, organização urbanística não é o forte dos macaenses. Fruto do boom económico que tem assistido nos últimos tempos.
Aqui são mais 8horas que em Portugal. No momento em que escrevo são 11h em Portugal e 19h em Macau.
Já fui dar uma volta rápida no centro, mas não tirei fotos, já jantei duas vezes num restaurante chinês. São muito baratos, práticos. Servem as refeições ao prato e paga-se o prato. A bebida a acompanhar é chá à discrição. E, claro está, come-se com pauzinhos.
Ainda ando cansada da viagem e com sonos trocados.

Zhaijian e até um dia destes.