Pequim (fotos no fim)

Apesar de Pequim ser a capital chinesa (desde 1153), fica distante de Macau (3h30 de avião) e as viagens não são muito baratas. Mas, um ano após os jogos olímpicos decidi ir até lá. Na mala levava algum stress por sair de uma cidade com 500 mil pessoas para entrar numa outra com 17 milhões. Para não falar da língua que me é desconhecida.
Iniciei a viagem de máscara e quando cheguei a Pequim, tirei-a e não voltei a voltei a usar. Andei pelas ruas e no metro e eram raras as pessoas que andavam de máscara. Sentia-me cheia de energia e entusiasmada para ver a Cidade e rapidamente percebi que, apesar de ser de grande dimensão e populosa, é bastante espaçosa. De mapa na mão, sentia que poderia ir a qualquer lugar. No entanto, surgiram-me alguns contratempos: o meu telemóvel pifou…comprei uma bateria , depois quando acabou a energia não dava para carregar… o cartão ficou sem saldo… …comprei um cartão com um número chinês. No meio disto tudo, tive de comunicar com pessoas chinesas, mas valeu-me haver sempre alguém por perto que sabia inglês.
Os bairros
Fiquei alojada em casa de uma amiga, o que ainda se tornou mais interessante, pois consegui sentir a vida da comunidade daquele bairro…os idosos de tarja no braço a dizer algo como “segurança do bairro”, as senhoras dos pés pequeninos, outrora enfaixados, as bicicletas de todas as cores e feitios.
Uma das primeiras mensagens que vi numa montra de uma loja dizia “Foreigner press please help”. Tratava-se de mais um edifício que está prestes a ser demolido, mas o proprietário não quer ir embora. Por norma, julgam que os jornalistas estrangeiros são os grandes salvadores dos seus problemas. Mas o destino está traçado, não se sabe é quando será executada a “sentença”.
Algumas das pequenas casas antigas dos bairros (hutong) sobrevivem, servindo umas ainda como casas de habitação ou de comércio tradicional, outras transformam-se em lojas modernas. Umas das ruas, que pode ser designada de “rua dos 800m”, está repleta de lojas, porta sim, porta sim, durante cerca de 800m. E parece estar a ser uma moda nestas zonas, aumentando a especulação imobiliária. Um ponto menos agradável são as casas de banho públicas que existem espalhadas pela cidade. Conseguem ter um cheiro nauseabundo à distância.
Durante as minhas caminhadas pela cidade, notei que as pessoas são simpáticas, mas não efusivas, pois cada qual vai vivendo o seu quotidiano.
As visitas à turista
Quanto a visitas, visitei a grandiosa praça de Tianamen, onde os fotógrafos locais transportavam uma mala com uma impressora miniatura dentro onde imprimiam na hora as fotos que tiravam. Os chineses são mesmo um povo fantástico para fazer pela vida, para encontrar formas de sustento. Nesse mesmo dia, dei um salto ao “ovo”, que adquiriu este nome pela forma arquitectónica que ostenta, e que é na realidade o Centro Nacional de Artes Performativas. É uma bonita obra de arquitectura! Dei também uma volta por alguns jardins exteriores à Cidade Proibida. Para um dia já chega de visitas e passeios, uma vez que por aqui é tudo tão extenso que quando damos conta já andámos centenas de metros ou mesmo quilòmetros. No dia seguinte, visitei a misteriosa cidade proibida. Estava tanto calor, tanta gente, acima de tudo turistas chineses, que, a dada altura, só queria sair de lá.
Uma viagem de autocarro para lado nenhum
Para chegar mais rápido a casa da minha amiga e descansar, decidi ir de autocarro até ao metro mais próximo. Claro que o bilhete que comprei foi para me perder. Sentia que estava cada vez a afastar-me mais do centro. No autocarro ia de pé e não havia ar condicionado. Eram 14h e nem tinha almoçado ainda. Já estava a começar a sentir-me mal. Até que achei ser melhor sair na paragem seguinte, onde houvesse movimentação de pessoas. De notar que a esta altura ainda não tinha resolvido o meu problema do telemóvel, portanto estava sem possibilidade de contactar quem quer que fosse. Entrei no Mcdonalds para comer algo. Aí, pedi o telemóvel a uns putos para poder ligar à minha amiga e dizer que estava tudo bem. Foram impecáveis. Neste dia quando cheguei a casa da minha amiga, deitei-me para descansar um pouco e dormi que nem uma pedra.
A vida no Templo do Céu
Mais um dia, mais uma visita, desta vez ao Templo do Céu. Para mim, a visita ao templo do céu e jardim envolvente foi revigorante devido à vida social que nele existia e pelo parque de cedros e pequenos pinheiros de perder de vista. Mais tarde, visitei o parque olímpico: cubo de água e ninho de pássaro, enevoados pela poluição e sempre alvo de romaria dos chineses. Depois, seno fácil o acesso por metro, fui visitar um enorme templo budista, onde me colei a uma visita Guida de espanhóis. Ao final do dia há lugar a desporto, como os patins em linha e também manifestações desportivo-culturais ao jeito chinês ao som de música (percussão) ao vivo. Num dia só, penso que andei uns 15km a pé.
A comida é diferente de Macau, mais avinagrada, mas é boa. Mas, o ponto alto foi o restaurante russo, por ser algo diferente para mim.
A frustração da grande muralha
No dia anterior ao meu regresso a Macau, estava prevista uma visita à Grande Muralha. A ansiedade estava ao rubro. O dia acordou bonito. Eu e a minha amiga tentámos procurar um táxi para percorrer os cerca de 80 km até um dos troços da muralha. Grande aventura. Aventura porque pagámos o bilhete de entrada, o bilhete do teleférico e ao, chegarmos lá, fomos avisadas que, por causa da trovoada, teríamos que esperar. Ora decidimos reaver o dinheiro do teleférico e subir uma longa escadaria até à muralha. A tarefa não se adivinhava fácil, mas haveríamos de conseguir. Mas o tempo começou a agravar-se e já devíamos ir quase a meio do caminho. Agravou de tal maneira que escureceu e começou a chover…tivemos que voltar para trás…chovia imenso e era preciso descer com cuidado para não escorregar. Não havia guarda-chuva….chegámos perto de uma barraca encharcadas e onde os espertos dos chineses já estavam a vender guarda-chuvas e capas de chuva.
Comprámos umas capas para seguir até ao táxi. Definitivamente, a visita à muralha ficou adiada até um dia, um dia…. A roupa foi secando no corpo até chegarmos à capital, onde se notava também os efeitos do mau tempo, com algumas ruas inundadas.
O distrito das artes
No último dia, fui visitar o distrito das artes chamado 798, em que alguns pavilhões de fábricas foram transformados em galerias de arte. Ainda se vêem algumas fábricas a laborar. O ambiente é interessante, pois respira-se arte em qualquer ponto. O distrito é grande e o tempo era escasso. Era hora de ir embora. Obrigada à MJB por me ter aberto as portas de sua casa e por me ter mostrado um pouco de Pequim, sem ser de um ponto de vista estritamente turístico. É assim que eu gosto.

Último contratempo: 3 horas fechada no avião no aeroporto por causa de uma tempestade repentina, semelhante à tempestade que apanhei na zona da grande muralha. Com estas 3 horas chegaria a Macau.

“Viajar é o meu vício.” Sandra Gomes

Nestas férias pela Ásia, o destino foi a capital chinesa e alguns locais na Malásia.
Eis o percurso da viagem:

Pequim, China – 5 dias 17-22 Julho
Macau até Pequim – Avião + comboio (3h30m + 20min)

Pequim até Macau – Avião + táxi (3h dentro do avião à espera que a tempestade passasse + 3h30min de viagem + 15min até casa)
Malásia:
Macau – Kuala Lumpur – avião low cost + expresso (3h30 + 45min)
Kuala Lumpur - 2 dias 23-25 Julho – metro + calcantes

Kuala Lumpur - Malaca – expresso (2h)
Malaca – 3 dias 26 – 29 – autocarro + calcantes + riquexó + táxi + boleia

Malaca – Kuala Lumpur – expresso (2h)
Kuala Lumpur – Kota Kinabalu – avião low cost (2h30)
Kota Kinabalu – 5 dias 29 Julho-2Agosto

Kota Kinabalu – Macau – avião low cost (4h)

nota: em posts seguintes colocarei algumas impressões destas viagens e fotos, claro está.

Que bonito!



Este colar é para mim o topo do topo na joalharia chinesa!!!

As COISAS que fazem falta em Macau

A palavra saudade está associada à família e amigos, já se sabe. Não é preciso dizer mais nada. Faltam os papás para apaparicar e amar incondicionalmente e os amigos para conversar e desabafar (os nossos ombros das alegrias e tristezas).

Mas há coisas, pequenas coisas, que fazem parte do nosso mundo, parte de nós, e das quais sentimos falta. Quando as temos, muitas vezes nem damos valor.

- Cheiro a terra molhada. Chove, chove muito, mas aquele cheirinho a terra molhada nunca se sente. Mas ouve-se a trovoada…e isso é bom quando estamos em casa.
- Brisa do mar. Rodeados de água quase por todos os lados, castanha é certo.E aquele cheiro a maresia…nada!
- Verão quente e fresco. O verão é quente, sim sra, mas é húmido. Isso significa que o ar fica muito abafado, como se estivéssemos dentro de uma estufa. E sua-se, mesmo parado. Mesmo à sombra, sua-se. Portanto Verão, não pode ser sinónimo de esplanadas. A única compensação é o ar condicionado. Vital! Mas, por favor, coloquem a temperatura um pouco mais alta. É que entrar em frigoríficos, como autocarros ou lojas, e depois sair para a estufa faz mal à saúde. Para além de prejudicar o ambiente, obviamente.
- Andar sem casaco ou guarda-chuva. Ai o que eu ansiava pelo Verão para deixar de parte os casacos chatos e os incómodos guardas-chuva. Tenho que me habituar a andar com eles no Verão. Ah…e calçado à prova de água também. Mas botas não, porque estão 30 graus! Os casacos 'e por causa do ar condicionado.
- Fruta com sabor a fruta. Existe muita variedade de fruta no mercado, todo o ano, mas se pensarmos em comprar morangos, cerejas, uvas…não sabem a nada. A minha fruta preferida são as mangas. São docinhas.
- Salsa. Coentros há muito, e coriandro também. O coriandro é vendido por salsa, mas falta-lhe o aroma! Portanto, os bolinhos de bacalhau não são os mesmos 
- Árvores. Só numa das ilhas, mais afastada, é que há mais árvores por metro quadrado, mas as matas ou florestas cerradas, de quilómetros e quilómetros, não existem. Na cidade, os jardins escasseiam e também há pouco verde. Por isso, quantos mais vasinhos existirem nas varandas e terraços, melhor!
- Gatos. A minha pequena Sissi está em Portugal com os meus pais e só a sabem deseducar. Tanto que eu trabalhei para ter uma “menina” bem comportada e elegante. Estragam tudo. O que gostaria mesmo era de ter pelo menos 4 gatos. Sinto mesmo falta, mas sei que muita gente não entende. Eles existem pelas ruas, sim, mas só tentei ter um em casa, que tive de devolver, infelizmente. Foi “castrada”, mas por um veterinário que devia ter a cabeça no ar, e ela continuou com cio e sem solução. Por falar em gatos, faz-me lembrar uma das minhas idas ao gatil aqui do sítio, onde estive a conviver com os gatos e cheguei a casa toda picada das pulgas. Nunca tal me tinha acontecido hehehe.

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Um filme que vale a pena ver! Venceu Festival!



Chicken a la Carte : Director: Ferdinand Dimadura | Genre: Drama | Produced In: 2005

Synopsis: This film is about the hunger and poverty brought about by Globalization. There are 10,000 people dying everyday due to hunger and malnutrition. This short film shows a forgotten portion of the society. The people who live on the refuse of men to survive. What is inspiring is the hope and spirituality that never left this people.

La cucaracha, la cucaracha, no podia caminar….


(este post é para descontrair)

Chegar a casa e ir ao wc é uma prioridade. A janela estava aberta. Então fechei-a. Enquanto lavava as mãos pensava: “bem, uma barata poderia ter entrado…” Olho para o copo das escovas e lá está ela!!! Ai socorro. Odeio baratas! Mas, como amiga e observadora dos animais que sou, decidi pôr-lhe comidinha, porque, na verdade, nós já tínhamos comida destas lindas meninas espalhada pela casa. Então, fiquei a observar e até tirei fotografias. Percebi que afinal a croma era tão grande que aqueles pratinhos de comida não davam, tinha as portinhas muito pequenas, e bem que ela tentava entrar para comer, mas nada . Decidi meter o “bzzzzz” em acção. Mal premi um pouco o “gatilho” a maluca ligou o turbo e queria fugir-me. Mas ainda bem que a divisão é pequena e quando lá voltei, ainda de arma na mão, já a estúpida estava de pernas para o ar.
Começou o tempo quente e é vê-las por todo o lado, gordas. Eu já tinha pensado que poderiam entrar em casa, porque no apartamento de baixo, rés-do-chão, está desabitado e andam lá gatos, a quem deitam comida. E, claro, as baratas também adoram!!!

Missão cumprida!!!! Venha outra! heheheheh

Aventura? Sim, posso dizer que sim. E porquê?

(fotos em breve)
A única coisa certa era a vontade de ir ver umas aldeias típicas na província de Fujian, no Sul da China, no distrito de Xiamen, que fazem parte do património mundial da Unesco. A viagem teria de acontecer entre sexta e domingo (Páscoa), já que segunda seria dia de trabalho. E outro pormenor é que não dominamos de modo nenhum o mandarim, apesar do R. ter umas luzes.
Optámos por ir de autocarro, por insistência minha, sei lá porquê, talvez porque soava mais a aventura e porque nos tinham dito que era fácil. O R. foi comprar os bilhetes à estação de autocarros, em Gongbei, Zhuhai, do outro lado da fronteira. Aqui começou o primeiro passo desta aventura. Comunicar com as empregadas da bilheteira não foi fácil e então o R. chegou a casa com um bilhete que afinal não era para o nosso destino, mas sim uns quantos kms (centenas) mais longe. No dia seguinte tivemos de ir mais cedo para tentar trocar os bilhetes, mas apesar de levarmos um papel escrito em chinês por um amigo, a comunicação foi difícil. O melhor foi colocar o amigo no telemóvel e dar o telemóvel à menina da bilheteira. Ufa! Lá conseguimos trocar o bilhete… e ainda nos devolveram a diferença.
A viagem até Zhangzhou, a alguns kms de Xiamen, demoraria 9 a 10 horas, mais ou menos. Era um autocarro-cama, com casa-de-banho (que me recusei a utilizar).
Nesta viagem notou-se bem que a China está em pleno crescimento. O trânsito era intenso e quase só se viam camiões e muitas obras públicas por todo o lado (estradas, etc.) Apesar da viagem ser inicialmente conturbada pelo mau estado de algumas estradas, conseguimos dormir…aliás até demais. Eu estava convicta que iriam acordar-nos para sair no nosso destino….mentira…
O R. lá se lembrou de ir perguntar se tínhamos passado pela cidade onde deveríamos ter saído. Pois é…tínhamos passado a cidade, em cerca de uma hora. Ora aqui está mais um pormenor da aventura. O que fazer agora? Ninguém fala inglês!!! Estamos no meio do nada! Lá nos deixaram na saída da auto-estrada mais próxima. Eu ainda com os olhos colados de ir a dormir e meia atordoada…e opções?!?! Poucas ou nenhumas. Eram cerca de 6h30. Ali perto estavam dois chineses, um deles com mota. Fez 30 yuan para nos levar até Xiamen, onde poderíamos depois apanhar um autocarro para a cidade onde deveríamos ter saído (Zhangzhou). Lá fomos os 3 na mota, sem capacete, a levar com ar frio na cara e, de vez em quando, com o hálito intenso a álcool do motorista. Tudo normal.
Chegados ao destino, necessitávamos de trocar dinheiro para lhe pagar e estava ali um hotel. Que sorte! Boa! A menina da recepção, muito simpática, arranhava um inglês que a muito custo dava para comunicar. A estação dos autocarros estava fechada e o nosso tempo escasseava. Então, decidimos ir de táxi até à tal cidade onde deveríamos ter saído. Foi puxado…200 yuan…mas, até conseguirmos esclarecer qual o local onde queríamos ir, foi um trinta e um. Finalmente, lá fomos. Deixou-nos numa estação de autocarros. Ninguém falava inglês, claro, e o R. de “mandarin phrasebook” na mão tentava comunicar. Eu só assistia. Os chineses muito simpáticos esforçavam-se para se fazerem entender. Quando dávamos conta era um grupo à nossa volta. Falavam e falavam e voltavam a falar em mandarim e nós a desesperar…Até optavam por escrever o que estavam a dizer, mas claro também em mandarim. Pior ainda. Só de rir. Mas no final sempre nos conseguíamos entender. E eles riam-se.
Lá nos metemos num pequeno autocarro a cair de podre para Nanjing de Fujian. Íamos no banco traseiro. No meio da viagem o nosso companheiro de banco decidiu sacar de um cigarro e começar a fumar. Tudo normal. E mesmo com pessoas incomodadas, a ele só lhe faltava assobiar para se fazer de desentendido. Tudo normal.
Esta viagem, que ainda demorou cerca de uma hora e meia, com várias paragens pelo caminho e serpenteando a montanha, levou-nos até à aldeia de Tianluokeng em que existiam as chamadas casas de terra “Tulou”, pertencentes às comunidades Hakka. Bastante turístico, por sinal, o que por vezes irrita um pouco, mas dava para perceber o quotidiano.
Lá fomos, visitámos as casas comunitárias, enormes, redondas ou rectangulares onde vivem várias famílias. No piso do rés-do-chão situavam-se as cozinhas e o pátio, onde uma gorda ratazana se passeava; nos outros andares (segundo e terceiro) situavam-se os quartos. Aqui também passámos por ser uma grande atracção, uma vez que não havia turistas ocidentais. Tirámos fotografias com um grupo de estudantes chinesas bastante entusiasmadas, e com um chinês que pensava que o R. era italiano. Claro que Portugal ninguém sabia o que era, nem onde era.
Cansados, necessitaríamos de regressar à paragem do autocarro, que era sempre a subir. Um aldeão ofereceu uma viagem de mota por 5 yuan cada e lá fomos os três novamente, com a mota a roncar por todo o lado. O Sr. era tão simpático que tentou a todo o custo dizer-nos a que horas passava o autocarro. Eu só sabia dizer “não falo mandarim” e, às vezes, lá me saía uma palavra em português como “não” que ele repetia. Hehehe
Andar novamente naquele autocarro partia-me toda…ai que dores de costas. A dada altura vi fumo a sair algures… mas tive de ignorar…se era dos travões, simplesmente não queria saber…
Nesta nossa viagem conhecemos uma rapariga que sabia falar muito bem inglês. Ela trabalhava num hotel em Xiamen. Que sorte a nossa, pois não sabíamos o horário dos autocarros-cama para regressar e ela ajudou-nos. Pediu, inclusive, aos colegas do hotel para comprarem o bilhete por nós. Só teríamos de levantá-lo ao dito hotel quando chegássemos a Xiamen. Eu pensei cá para mim, “não tarda, chegamos lá e não temos nada”, que é coisa normal acontecer em Macau, ou seja, não cumprirem a palavra.
Mas, mais impressionados ficámos quando chegámos ao hotel. Primeiro fomos para o hotel errado, com o mesmo nome e pertencendo ao mesmo grupo, depois novamente de táxi lá fomos para o outro, onde nos esperava uma Sra. simpática, ocidental, que fez questão em pagar o táxi entre os hotéis. Tinha os bilhetes, pagámos e, no final de tudo, descobrimos que para além de falar inglês e mandarim, era filha de portugueses e arranhava um pouco de português. Foi inesperado.
Depois de jantarmos um hambúrguer num snack chinês chamado “Gomes” (Espantem-se! É o nosso apelido!), partimos de regresso a Zhuhai. O autocarro-cama não era tão bom como o primeiro, mas estávamos tão cansados que dormimos e dormimos. Chegados a Zhuhai, Gongbei, só tínhamos de passar a fronteira até Macau. Nem acredito que com as peripécias todas, no fim, tudo correu tão bem.
Viva Fujian! Vivam os chineses e obrigada a todos os que nos ajudaram nesta viagem!

uma escapadinha (com fotos)

(eu quando escrevo..escrevo...)
Os feriados do ano novo chinês dão sempre jeito para uma escapadinha. Com os 5 dias angariados, rumámos ao norte da Tailândia, Chiang Mai. Eu, pessoalmente, nunca tinha ido a qualquer lugar na Tailândia. E porque decidimos pelo norte, sem praias? Porque a montanha, o a paisagem verdejante e o ar puro nos agrada mais do que praia e porque acreditamos que poderemos fazer praia quando formos mais velhos. São filosofias de vida, pronto!
Um dos nossos objectivos era poder ver as mulheres de longo pescoço, que o embelezam com argolas de latão que vão acrescentando ao longo da vida. Estava também marcado no nosso caderno de viagem fazer trekking até ao alto da montanha, ver templos pela cidade, aprender a cozinhar culinária local, comprar artesanato e pedrinhas para a minha bijutaria, relaxar e imbuir do espírito local.
Não sei porquê acordávamos de alvorada, com o sol a nascer, os passarinhos a cantar, o sossego e coisa e tal, contrastando com o nosso quotidiano marcado por obras de construção ruidosas ao lado do quarto. Enquanto em Macau a temperatura rondava entre os 7 e os 10 graus, na Tailândia batia nos 30. Hummm, que bom. Eu fui mesmo feita para viver em países quentes.
Adorei as deslocações no Tuk-tuk – um táxi que é uma mota com três lugares, tipo riquexó motorizado. É bom levar com o ar na cara (ok e a poluição também, mas nem se dava conta). Templos e mais templos: fiquei estupefacta com umas estátuas de cera de uns budistas. Pareciam reais (notem nas fotografias), mas tão reais que tivemos que nos aproximar, para olhá-los fixamente e ver se respiravam ou não.dahhh
Percorrer os mercados nocturnos com artesanato e os mercados locais quotinianos é condição principal para conhecer melhor a cultura local. Decidimos inscrever-nos numa experiência gastronómica numa escola de culinária. Fizemos crepes com legumes, sopa, massa, panqueca de banana. Hummmm.
A tarefa de subir à montanha a pé (trekking) adivinhava-se penosa para quem passa a vida frente aos nossos amigos pcs. Antes de subir à montanha, toca a um passeio de elefante. E para quem possa pensar que os animais até são uns porquitos, arrangem um “condutor” de elefantes como o nosso que…bem…não se conteve e soltou um puftrau…Só nos rimos!!!
Para quem nunca faz exercício físico, e inserida num grupo onde iam umas jogadoras de hóquei, claro está que eu era sempre a última. A meio do caminho tive de arranjar um pau para me auxiliar. Para não falar de um pormenor: tive de trocar de sapatilhas com o Roger porque as minhas magoavam-me os pés. Imaginem o que é subir o monte e atravessar rios por cima de pontes, que eram apenas dois troncos, com calçado que não era o meu. Estava sempre com receio de escorregar. Enfim.. Uma vez chegados ao cimo da montanha, entrámos numa aldeia, cumprimentámos as pessoas- “tablu”- e conhecemos a casa onde íamos ficar a pernoitar. Tinha uma cozinha, que era a única divisão no rés-do-chão (o rés do chão era amplo, aberto e de terra batida, com uma longa mesa de madeira) e um primeiro andar amplo, onde iríamos dormir todos “ao molho e fé em deus”, com redes mosquiteiras, mas sem luz eléctrica. A casa de banho era um barraco no exterior. Jantámos romanticamente à luz de velas e prolongámos a noite ao redor de uma fogueira. Não estava frio, mas aquela fogueira sabia muito bem. Alguns aldeãos ensinaram-nos o jogo do búfalo, que era um jogo com pauzinhos e em tínhamos, por exemplo, de construir outros quadrados apenas movendo este ou aquele pauzinho. Tínhamos de puxar pela cabeça.
O sono aperta. Toca a ir dormir enroladinhos nos sacos-cama. De madrugada deu-me uma terrível vontade de ir ao Wc. Fui aguentando. E porquê? Porque ainda era de noite e não havia electricidade. Os búfalos andavam lá fora soltos, as galinhas e os galos e sabe-se lá mais que animais andariam por lá. Mas não consegui aguentar mais. Ganhei coragem e lá fui ao barraco. Senti-me uma heroína! 
Dia seguinte, pequeno-almoço: uma taça com caldo de arroz….é o meu ideal de pequeno-almoço! Comi tudo a pensar na descida da montanha que se aproximava. A descer todos os santos ajudam e é bem verdade. Apenas me doíam os joelhos da pressão que tinha que fazer em descidas íngremes. Neste passeio, cruzámo-nos por algumas cascatas e riachos, campos de arroz, gentes locais simpáticas, outros grupos de turistas, animais e um tailandês disfarçado de terrorista com arma e tudo.
Para terminar a viagem, aguardava-nos uma descida de um rio (não há fotos) que mais parecia esgoto a céu aberto, numa jangada de bambu. Ficámos encharcados, claro.
No dia seguinte, tínhamos regresso marcado para Macau às 13h. Então, alugámos um táxi para irmos a correr ver uns tigres que, coitadinhos, precisavam de uns carinhos meus (sabem como é…felinos e eu, temos uma relação estreita) e ver uma espécie de museu vivo, onde estavam várias tribos representadas, entre elas a das mulheres de pescoço comprido. Para ir mesmo às aldeias teríamos de enfrentar uma viagem de 5 horas de autocarro e já não tínhamos esse tempo. Grande parte das tribos do pescoço comprido vivem junto à fronteira com Myanmar (antiga Birmânia), em campos de refugiados que existem desde a segunda guerra mundial, altura em que fugiram do seu país, Myanmar.
Aproveitem esta viagem pelas imagens. Da nossa parte há que agradecer aos simpáticos tailandeses: kopumcrrra (eu) e kopumcrrrat (roger)

doçuras na hora

Há uns bolinhos perto de casa que gosto de comer, ao estilo dos gofres/waffers. São feitos na hora e barrados com um misto de leite condensado e manteiga de amendoim. São cerca de 50 cêntimos cada um.
Já ouvi dizer que uma sra. chamada asae não iria gostar disto.
A banca fica à entrada de um antigo teatro que hoje é mais um edifício com várias lojas e um salão de jogos.


Exposição colectiva

Pela primeira vez participo numa exposição colectiva de joalharia, na Casa de Portugal de Macau. Espero que seja a primeira de muitas. O que interessa é não parar.
Em breve, iniciarei o segundo módulo do workshop em que trabalharei com prata.
Aqui estão algumas fotos da exposição, onde também constam as minhas belíssimas obras de arte:).




a minha casa de sonho...

...chamar-lhe-ia a casa das janelas brancas. Que romântico :)