Depois de algumas horas de viagem (mais de 15horas), e depois de atravessar vários países e meridianos, cá me encontro eu na terra da Árvore das Patacas. Árvores é que são poucas, prédios velhos e feios, muitos, casinos, aos pontapés, edifícios novos e altos ao lado de casas velhas e rasteiras. Enfim, organização urbanística não é o forte dos macaenses. Fruto do boom económico que tem assistido nos últimos tempos.
Aqui são mais 8horas que em Portugal. No momento em que escrevo são 11h em Portugal e 19h em Macau.
Já fui dar uma volta rápida no centro, mas não tirei fotos, já jantei duas vezes num restaurante chinês. São muito baratos, práticos. Servem as refeições ao prato e paga-se o prato. A bebida a acompanhar é chá à discrição. E, claro está, come-se com pauzinhos.
Ainda ando cansada da viagem e com sonos trocados.
Zhaijian e até um dia destes.
Até Já!


Depois de uma bela jantarada, de uma bela despedida, a viagem até terras do Oriente aproxima-se.
Obrigada aos que estiveram presentes, aos que apareceram depois e àqueles que estiveram em mente! Esperemos que tenha sido apenas um pretexto para nos encontrarmos e que encontros como este haja muitos mais!!!
Estão convidados para ir ao outro lado do mundo. Um beliche espera-vos.
Zaijian, S
Obrigada aos que estiveram presentes, aos que apareceram depois e àqueles que estiveram em mente! Esperemos que tenha sido apenas um pretexto para nos encontrarmos e que encontros como este haja muitos mais!!!
Estão convidados para ir ao outro lado do mundo. Um beliche espera-vos.
Zaijian, S
Fácil de entender
Talvez por não saber falar de cor, imaginei. Talvez por não saber o que será melhor, aproximei. "O meu corpo é o teu corpo, o desejo entregue a nós". Sei lá eu que queres dizer... Despedir-me de ti, adeus um dia voltarei a ser feliz... Talvez por não saber falar de cor, aproximei... Triste é o virar de costas o último adeus, sabe Deus o que quero dizer. Obrigado por saberes cuidar de mim, tratar de mim, olhar para mim, escutar quem sou... E se ao menos tudo fosse igual a ti.Eu já não sei se sei o que é sentir o teu amor, já não sei se sei o que é sentir. Se por falar falei, pensei que se falasse era mais fácil de entender...É o amor que chega ao fim, um final assim assim é mais fácil de entender...
As Coisas
Desde pequenos que nos vamos agarrando, sentimentalmente, às coisas. O carrinho que recebemos com comando à distância, e que adoramos e nos faz muito felizes; as panelinhas para imitar a mãe a fazer comida, mas desta vez com comida a fingir. Terra e ervas, talvez. Muitas coisas materiais que nos ligam à vida e que nos fazem trilhar um caminho, que nos fazem ser quem somos, que nos dão a estabilidade necessária para avançar. Uma casa, um lugar, os amigos de infância e da escola.
Algumas coisas vamos esquecendo. Já não nos lembramos dos brinquedos, ou não lhes damos o valor que dávamos. Vamos adquirindo outras materialidades. Ora um souvenir que uma amiga nos trouxe de Cuba ou de Palma de Maillorca. Aquele top que comprámos no verão passado e que adoramos (mas não faz mais sentido voltar a usar). Pedaços de nós, das nossas vivências, de quem gostamos, que vamos guardando, guardando...guardando...
Mas chega um dia em que tudo isto deixa de fazer sentido. Empacotamos tudo, como se empacotássemos a própria vida. Custa abandonar um objecto, simplesmente porque tem uma história. Ou porque essa história é dolorosa, ou talvez nos tenha feito rir.
Forçamo-nos a esquecer os momentos dos quais fizemos parte ou aqueles que os outros partilharam connosco, e que esses objectos nos ajudam a recordar. A comodidade e o conforto que tanto queríamos deixa de ter significado. E até as plantas que tanto acarinhávamos vamos deixar de ver crescer…ou o animal de estimação vai ficar à sua sorte.
Largamos tudo. Tanto podemos estar aqui, como ali. Os amigos estão sempre presentes, umas vezes mais, outras menos. Alguns seguem vidas diferentes e distanciam-se, outros novos surgem e ficam. Enfim, o ritmo normal da vida como as marés. Enfim, a busca e vivência da felicidade.
Até a força, a auto-estima, a independência, os princípios, as crenças são empacotados e bem selados…ou desaparecem como um cubo de gelo dentro do chá.
Algumas coisas vamos esquecendo. Já não nos lembramos dos brinquedos, ou não lhes damos o valor que dávamos. Vamos adquirindo outras materialidades. Ora um souvenir que uma amiga nos trouxe de Cuba ou de Palma de Maillorca. Aquele top que comprámos no verão passado e que adoramos (mas não faz mais sentido voltar a usar). Pedaços de nós, das nossas vivências, de quem gostamos, que vamos guardando, guardando...guardando...
Mas chega um dia em que tudo isto deixa de fazer sentido. Empacotamos tudo, como se empacotássemos a própria vida. Custa abandonar um objecto, simplesmente porque tem uma história. Ou porque essa história é dolorosa, ou talvez nos tenha feito rir.
Forçamo-nos a esquecer os momentos dos quais fizemos parte ou aqueles que os outros partilharam connosco, e que esses objectos nos ajudam a recordar. A comodidade e o conforto que tanto queríamos deixa de ter significado. E até as plantas que tanto acarinhávamos vamos deixar de ver crescer…ou o animal de estimação vai ficar à sua sorte.
Largamos tudo. Tanto podemos estar aqui, como ali. Os amigos estão sempre presentes, umas vezes mais, outras menos. Alguns seguem vidas diferentes e distanciam-se, outros novos surgem e ficam. Enfim, o ritmo normal da vida como as marés. Enfim, a busca e vivência da felicidade.
Até a força, a auto-estima, a independência, os princípios, as crenças são empacotados e bem selados…ou desaparecem como um cubo de gelo dentro do chá.
A todo o vapor para sair da crise
A crise continua na soleira da porta e nem entra nem sai. Fala-se de “Apito Dourado”, do “militar condenado por sequestro” e… “aborto, aborto, aborto”. Matéria não nos falta para andarmos entretidos.
O que é certo é que em poucas semanas certamente que os cofres do Estado ficaram mais pobres para que o presidente da república e primeiro-ministro portugueses tivessem a oportunidade de reforçar laços políticos e económicos com a Índia e a China.
É notável verificar que ambos estão deveras empenhados em levar o país mais longe. Literalmente mais longe. Organizaram estas visitas importantes, levaram consigo uma vasta comitiva, para cima de cem pessoas, onde se incluem empresários – sempre os mesmos, fretam aviões, gastam -perdão, investem- milhões.
E não descuram qualquer pormenor. Antes da partida, ambos gravam uma declaração vídeo que colocam online nas respectivas páginas oficiais ou blogs dedicados à visita, seguindo um pouco o exemplo "pioneiro" de Marcelo Rebelo de Sousa que decidiu invadir o YouTube.
Partilham a agenda com o mundo inteiro, disponibilizam fotografias. Um verdadeiro choque tecnológico! Um verdadeiro exemplo! Em prol de causas nobres!
Confirma-se. Estes senhores estão mesmo a trabalhar, a fazer alguma coisa pelo país. Eu vi. Não estive lá, mas vi. E espero também presenciar as festas do “croquete” e vê-los, bem engalanados, a apertar a mão uns aos outros, a comer e a beber. Se partilharem isso comigo, vou sentir-me melhor, entretida com algo mais do que as histórias mediáticas do costume. Isso sim seria um rasgo de criatividade e de utilidade para com o povo português!
Agora, falando a sério…que consequências se sentirão após a implementação destas estratégias? As empresas que integraram as comitivas irão exportar produtos em grande quantidade? Aumenta o emprego em unidades portuguesas? Aumenta a prosperidade, lucro e salários? Aumenta o poder de compra nacional? Ou é mais do mesmo para os mesmos? Quem fica a ganhar e quem fica a perder?
O que é certo é que em poucas semanas certamente que os cofres do Estado ficaram mais pobres para que o presidente da república e primeiro-ministro portugueses tivessem a oportunidade de reforçar laços políticos e económicos com a Índia e a China.
É notável verificar que ambos estão deveras empenhados em levar o país mais longe. Literalmente mais longe. Organizaram estas visitas importantes, levaram consigo uma vasta comitiva, para cima de cem pessoas, onde se incluem empresários – sempre os mesmos, fretam aviões, gastam -perdão, investem- milhões.
E não descuram qualquer pormenor. Antes da partida, ambos gravam uma declaração vídeo que colocam online nas respectivas páginas oficiais ou blogs dedicados à visita, seguindo um pouco o exemplo "pioneiro" de Marcelo Rebelo de Sousa que decidiu invadir o YouTube.
Partilham a agenda com o mundo inteiro, disponibilizam fotografias. Um verdadeiro choque tecnológico! Um verdadeiro exemplo! Em prol de causas nobres!
Confirma-se. Estes senhores estão mesmo a trabalhar, a fazer alguma coisa pelo país. Eu vi. Não estive lá, mas vi. E espero também presenciar as festas do “croquete” e vê-los, bem engalanados, a apertar a mão uns aos outros, a comer e a beber. Se partilharem isso comigo, vou sentir-me melhor, entretida com algo mais do que as histórias mediáticas do costume. Isso sim seria um rasgo de criatividade e de utilidade para com o povo português!
Agora, falando a sério…que consequências se sentirão após a implementação destas estratégias? As empresas que integraram as comitivas irão exportar produtos em grande quantidade? Aumenta o emprego em unidades portuguesas? Aumenta a prosperidade, lucro e salários? Aumenta o poder de compra nacional? Ou é mais do mesmo para os mesmos? Quem fica a ganhar e quem fica a perder?
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