Aventura? Sim, posso dizer que sim. E porquê?
(fotos em breve)
A única coisa certa era a vontade de ir ver umas aldeias típicas na província de Fujian, no Sul da China, no distrito de Xiamen, que fazem parte do património mundial da Unesco. A viagem teria de acontecer entre sexta e domingo (Páscoa), já que segunda seria dia de trabalho. E outro pormenor é que não dominamos de modo nenhum o mandarim, apesar do R. ter umas luzes.
Optámos por ir de autocarro, por insistência minha, sei lá porquê, talvez porque soava mais a aventura e porque nos tinham dito que era fácil. O R. foi comprar os bilhetes à estação de autocarros, em Gongbei, Zhuhai, do outro lado da fronteira. Aqui começou o primeiro passo desta aventura. Comunicar com as empregadas da bilheteira não foi fácil e então o R. chegou a casa com um bilhete que afinal não era para o nosso destino, mas sim uns quantos kms (centenas) mais longe. No dia seguinte tivemos de ir mais cedo para tentar trocar os bilhetes, mas apesar de levarmos um papel escrito em chinês por um amigo, a comunicação foi difícil. O melhor foi colocar o amigo no telemóvel e dar o telemóvel à menina da bilheteira. Ufa! Lá conseguimos trocar o bilhete… e ainda nos devolveram a diferença.
A viagem até Zhangzhou, a alguns kms de Xiamen, demoraria 9 a 10 horas, mais ou menos. Era um autocarro-cama, com casa-de-banho (que me recusei a utilizar).
Nesta viagem notou-se bem que a China está em pleno crescimento. O trânsito era intenso e quase só se viam camiões e muitas obras públicas por todo o lado (estradas, etc.) Apesar da viagem ser inicialmente conturbada pelo mau estado de algumas estradas, conseguimos dormir…aliás até demais. Eu estava convicta que iriam acordar-nos para sair no nosso destino….mentira…
O R. lá se lembrou de ir perguntar se tínhamos passado pela cidade onde deveríamos ter saído. Pois é…tínhamos passado a cidade, em cerca de uma hora. Ora aqui está mais um pormenor da aventura. O que fazer agora? Ninguém fala inglês!!! Estamos no meio do nada! Lá nos deixaram na saída da auto-estrada mais próxima. Eu ainda com os olhos colados de ir a dormir e meia atordoada…e opções?!?! Poucas ou nenhumas. Eram cerca de 6h30. Ali perto estavam dois chineses, um deles com mota. Fez 30 yuan para nos levar até Xiamen, onde poderíamos depois apanhar um autocarro para a cidade onde deveríamos ter saído (Zhangzhou). Lá fomos os 3 na mota, sem capacete, a levar com ar frio na cara e, de vez em quando, com o hálito intenso a álcool do motorista. Tudo normal.
Chegados ao destino, necessitávamos de trocar dinheiro para lhe pagar e estava ali um hotel. Que sorte! Boa! A menina da recepção, muito simpática, arranhava um inglês que a muito custo dava para comunicar. A estação dos autocarros estava fechada e o nosso tempo escasseava. Então, decidimos ir de táxi até à tal cidade onde deveríamos ter saído. Foi puxado…200 yuan…mas, até conseguirmos esclarecer qual o local onde queríamos ir, foi um trinta e um. Finalmente, lá fomos. Deixou-nos numa estação de autocarros. Ninguém falava inglês, claro, e o R. de “mandarin phrasebook” na mão tentava comunicar. Eu só assistia. Os chineses muito simpáticos esforçavam-se para se fazerem entender. Quando dávamos conta era um grupo à nossa volta. Falavam e falavam e voltavam a falar em mandarim e nós a desesperar…Até optavam por escrever o que estavam a dizer, mas claro também em mandarim. Pior ainda. Só de rir. Mas no final sempre nos conseguíamos entender. E eles riam-se.
Lá nos metemos num pequeno autocarro a cair de podre para Nanjing de Fujian. Íamos no banco traseiro. No meio da viagem o nosso companheiro de banco decidiu sacar de um cigarro e começar a fumar. Tudo normal. E mesmo com pessoas incomodadas, a ele só lhe faltava assobiar para se fazer de desentendido. Tudo normal.
Esta viagem, que ainda demorou cerca de uma hora e meia, com várias paragens pelo caminho e serpenteando a montanha, levou-nos até à aldeia de Tianluokeng em que existiam as chamadas casas de terra “Tulou”, pertencentes às comunidades Hakka. Bastante turístico, por sinal, o que por vezes irrita um pouco, mas dava para perceber o quotidiano.
Lá fomos, visitámos as casas comunitárias, enormes, redondas ou rectangulares onde vivem várias famílias. No piso do rés-do-chão situavam-se as cozinhas e o pátio, onde uma gorda ratazana se passeava; nos outros andares (segundo e terceiro) situavam-se os quartos. Aqui também passámos por ser uma grande atracção, uma vez que não havia turistas ocidentais. Tirámos fotografias com um grupo de estudantes chinesas bastante entusiasmadas, e com um chinês que pensava que o R. era italiano. Claro que Portugal ninguém sabia o que era, nem onde era.
Cansados, necessitaríamos de regressar à paragem do autocarro, que era sempre a subir. Um aldeão ofereceu uma viagem de mota por 5 yuan cada e lá fomos os três novamente, com a mota a roncar por todo o lado. O Sr. era tão simpático que tentou a todo o custo dizer-nos a que horas passava o autocarro. Eu só sabia dizer “não falo mandarim” e, às vezes, lá me saía uma palavra em português como “não” que ele repetia. Hehehe
Andar novamente naquele autocarro partia-me toda…ai que dores de costas. A dada altura vi fumo a sair algures… mas tive de ignorar…se era dos travões, simplesmente não queria saber…
Nesta nossa viagem conhecemos uma rapariga que sabia falar muito bem inglês. Ela trabalhava num hotel em Xiamen. Que sorte a nossa, pois não sabíamos o horário dos autocarros-cama para regressar e ela ajudou-nos. Pediu, inclusive, aos colegas do hotel para comprarem o bilhete por nós. Só teríamos de levantá-lo ao dito hotel quando chegássemos a Xiamen. Eu pensei cá para mim, “não tarda, chegamos lá e não temos nada”, que é coisa normal acontecer em Macau, ou seja, não cumprirem a palavra.
Mas, mais impressionados ficámos quando chegámos ao hotel. Primeiro fomos para o hotel errado, com o mesmo nome e pertencendo ao mesmo grupo, depois novamente de táxi lá fomos para o outro, onde nos esperava uma Sra. simpática, ocidental, que fez questão em pagar o táxi entre os hotéis. Tinha os bilhetes, pagámos e, no final de tudo, descobrimos que para além de falar inglês e mandarim, era filha de portugueses e arranhava um pouco de português. Foi inesperado.
Depois de jantarmos um hambúrguer num snack chinês chamado “Gomes” (Espantem-se! É o nosso apelido!), partimos de regresso a Zhuhai. O autocarro-cama não era tão bom como o primeiro, mas estávamos tão cansados que dormimos e dormimos. Chegados a Zhuhai, Gongbei, só tínhamos de passar a fronteira até Macau. Nem acredito que com as peripécias todas, no fim, tudo correu tão bem.
Viva Fujian! Vivam os chineses e obrigada a todos os que nos ajudaram nesta viagem!
A única coisa certa era a vontade de ir ver umas aldeias típicas na província de Fujian, no Sul da China, no distrito de Xiamen, que fazem parte do património mundial da Unesco. A viagem teria de acontecer entre sexta e domingo (Páscoa), já que segunda seria dia de trabalho. E outro pormenor é que não dominamos de modo nenhum o mandarim, apesar do R. ter umas luzes.
Optámos por ir de autocarro, por insistência minha, sei lá porquê, talvez porque soava mais a aventura e porque nos tinham dito que era fácil. O R. foi comprar os bilhetes à estação de autocarros, em Gongbei, Zhuhai, do outro lado da fronteira. Aqui começou o primeiro passo desta aventura. Comunicar com as empregadas da bilheteira não foi fácil e então o R. chegou a casa com um bilhete que afinal não era para o nosso destino, mas sim uns quantos kms (centenas) mais longe. No dia seguinte tivemos de ir mais cedo para tentar trocar os bilhetes, mas apesar de levarmos um papel escrito em chinês por um amigo, a comunicação foi difícil. O melhor foi colocar o amigo no telemóvel e dar o telemóvel à menina da bilheteira. Ufa! Lá conseguimos trocar o bilhete… e ainda nos devolveram a diferença.
A viagem até Zhangzhou, a alguns kms de Xiamen, demoraria 9 a 10 horas, mais ou menos. Era um autocarro-cama, com casa-de-banho (que me recusei a utilizar).
Nesta viagem notou-se bem que a China está em pleno crescimento. O trânsito era intenso e quase só se viam camiões e muitas obras públicas por todo o lado (estradas, etc.) Apesar da viagem ser inicialmente conturbada pelo mau estado de algumas estradas, conseguimos dormir…aliás até demais. Eu estava convicta que iriam acordar-nos para sair no nosso destino….mentira…
O R. lá se lembrou de ir perguntar se tínhamos passado pela cidade onde deveríamos ter saído. Pois é…tínhamos passado a cidade, em cerca de uma hora. Ora aqui está mais um pormenor da aventura. O que fazer agora? Ninguém fala inglês!!! Estamos no meio do nada! Lá nos deixaram na saída da auto-estrada mais próxima. Eu ainda com os olhos colados de ir a dormir e meia atordoada…e opções?!?! Poucas ou nenhumas. Eram cerca de 6h30. Ali perto estavam dois chineses, um deles com mota. Fez 30 yuan para nos levar até Xiamen, onde poderíamos depois apanhar um autocarro para a cidade onde deveríamos ter saído (Zhangzhou). Lá fomos os 3 na mota, sem capacete, a levar com ar frio na cara e, de vez em quando, com o hálito intenso a álcool do motorista. Tudo normal.
Chegados ao destino, necessitávamos de trocar dinheiro para lhe pagar e estava ali um hotel. Que sorte! Boa! A menina da recepção, muito simpática, arranhava um inglês que a muito custo dava para comunicar. A estação dos autocarros estava fechada e o nosso tempo escasseava. Então, decidimos ir de táxi até à tal cidade onde deveríamos ter saído. Foi puxado…200 yuan…mas, até conseguirmos esclarecer qual o local onde queríamos ir, foi um trinta e um. Finalmente, lá fomos. Deixou-nos numa estação de autocarros. Ninguém falava inglês, claro, e o R. de “mandarin phrasebook” na mão tentava comunicar. Eu só assistia. Os chineses muito simpáticos esforçavam-se para se fazerem entender. Quando dávamos conta era um grupo à nossa volta. Falavam e falavam e voltavam a falar em mandarim e nós a desesperar…Até optavam por escrever o que estavam a dizer, mas claro também em mandarim. Pior ainda. Só de rir. Mas no final sempre nos conseguíamos entender. E eles riam-se.
Lá nos metemos num pequeno autocarro a cair de podre para Nanjing de Fujian. Íamos no banco traseiro. No meio da viagem o nosso companheiro de banco decidiu sacar de um cigarro e começar a fumar. Tudo normal. E mesmo com pessoas incomodadas, a ele só lhe faltava assobiar para se fazer de desentendido. Tudo normal.
Esta viagem, que ainda demorou cerca de uma hora e meia, com várias paragens pelo caminho e serpenteando a montanha, levou-nos até à aldeia de Tianluokeng em que existiam as chamadas casas de terra “Tulou”, pertencentes às comunidades Hakka. Bastante turístico, por sinal, o que por vezes irrita um pouco, mas dava para perceber o quotidiano.
Lá fomos, visitámos as casas comunitárias, enormes, redondas ou rectangulares onde vivem várias famílias. No piso do rés-do-chão situavam-se as cozinhas e o pátio, onde uma gorda ratazana se passeava; nos outros andares (segundo e terceiro) situavam-se os quartos. Aqui também passámos por ser uma grande atracção, uma vez que não havia turistas ocidentais. Tirámos fotografias com um grupo de estudantes chinesas bastante entusiasmadas, e com um chinês que pensava que o R. era italiano. Claro que Portugal ninguém sabia o que era, nem onde era.
Cansados, necessitaríamos de regressar à paragem do autocarro, que era sempre a subir. Um aldeão ofereceu uma viagem de mota por 5 yuan cada e lá fomos os três novamente, com a mota a roncar por todo o lado. O Sr. era tão simpático que tentou a todo o custo dizer-nos a que horas passava o autocarro. Eu só sabia dizer “não falo mandarim” e, às vezes, lá me saía uma palavra em português como “não” que ele repetia. Hehehe
Andar novamente naquele autocarro partia-me toda…ai que dores de costas. A dada altura vi fumo a sair algures… mas tive de ignorar…se era dos travões, simplesmente não queria saber…
Nesta nossa viagem conhecemos uma rapariga que sabia falar muito bem inglês. Ela trabalhava num hotel em Xiamen. Que sorte a nossa, pois não sabíamos o horário dos autocarros-cama para regressar e ela ajudou-nos. Pediu, inclusive, aos colegas do hotel para comprarem o bilhete por nós. Só teríamos de levantá-lo ao dito hotel quando chegássemos a Xiamen. Eu pensei cá para mim, “não tarda, chegamos lá e não temos nada”, que é coisa normal acontecer em Macau, ou seja, não cumprirem a palavra.
Mas, mais impressionados ficámos quando chegámos ao hotel. Primeiro fomos para o hotel errado, com o mesmo nome e pertencendo ao mesmo grupo, depois novamente de táxi lá fomos para o outro, onde nos esperava uma Sra. simpática, ocidental, que fez questão em pagar o táxi entre os hotéis. Tinha os bilhetes, pagámos e, no final de tudo, descobrimos que para além de falar inglês e mandarim, era filha de portugueses e arranhava um pouco de português. Foi inesperado.
Depois de jantarmos um hambúrguer num snack chinês chamado “Gomes” (Espantem-se! É o nosso apelido!), partimos de regresso a Zhuhai. O autocarro-cama não era tão bom como o primeiro, mas estávamos tão cansados que dormimos e dormimos. Chegados a Zhuhai, Gongbei, só tínhamos de passar a fronteira até Macau. Nem acredito que com as peripécias todas, no fim, tudo correu tão bem.
Viva Fujian! Vivam os chineses e obrigada a todos os que nos ajudaram nesta viagem!
uma escapadinha (com fotos)
(eu quando escrevo..escrevo...)
Os feriados do ano novo chinês dão sempre jeito para uma escapadinha. Com os 5 dias angariados, rumámos ao norte da Tailândia, Chiang Mai. Eu, pessoalmente, nunca tinha ido a qualquer lugar na Tailândia. E porque decidimos pelo norte, sem praias? Porque a montanha, o a paisagem verdejante e o ar puro nos agrada mais do que praia e porque acreditamos que poderemos fazer praia quando formos mais velhos. São filosofias de vida, pronto!
Um dos nossos objectivos era poder ver as mulheres de longo pescoço, que o embelezam com argolas de latão que vão acrescentando ao longo da vida. Estava também marcado no nosso caderno de viagem fazer trekking até ao alto da montanha, ver templos pela cidade, aprender a cozinhar culinária local, comprar artesanato e pedrinhas para a minha bijutaria, relaxar e imbuir do espírito local.
Não sei porquê acordávamos de alvorada, com o sol a nascer, os passarinhos a cantar, o sossego e coisa e tal, contrastando com o nosso quotidiano marcado por obras de construção ruidosas ao lado do quarto. Enquanto em Macau a temperatura rondava entre os 7 e os 10 graus, na Tailândia batia nos 30. Hummm, que bom. Eu fui mesmo feita para viver em países quentes.
Adorei as deslocações no Tuk-tuk – um táxi que é uma mota com três lugares, tipo riquexó motorizado. É bom levar com o ar na cara (ok e a poluição também, mas nem se dava conta). Templos e mais templos: fiquei estupefacta com umas estátuas de cera de uns budistas. Pareciam reais (notem nas fotografias), mas tão reais que tivemos que nos aproximar, para olhá-los fixamente e ver se respiravam ou não.dahhh
Percorrer os mercados nocturnos com artesanato e os mercados locais quotinianos é condição principal para conhecer melhor a cultura local. Decidimos inscrever-nos numa experiência gastronómica numa escola de culinária. Fizemos crepes com legumes, sopa, massa, panqueca de banana. Hummmm.
A tarefa de subir à montanha a pé (trekking) adivinhava-se penosa para quem passa a vida frente aos nossos amigos pcs. Antes de subir à montanha, toca a um passeio de elefante. E para quem possa pensar que os animais até são uns porquitos, arrangem um “condutor” de elefantes como o nosso que…bem…não se conteve e soltou um puftrau…Só nos rimos!!!
Para quem nunca faz exercício físico, e inserida num grupo onde iam umas jogadoras de hóquei, claro está que eu era sempre a última. A meio do caminho tive de arranjar um pau para me auxiliar. Para não falar de um pormenor: tive de trocar de sapatilhas com o Roger porque as minhas magoavam-me os pés. Imaginem o que é subir o monte e atravessar rios por cima de pontes, que eram apenas dois troncos, com calçado que não era o meu. Estava sempre com receio de escorregar. Enfim.. Uma vez chegados ao cimo da montanha, entrámos numa aldeia, cumprimentámos as pessoas- “tablu”- e conhecemos a casa onde íamos ficar a pernoitar. Tinha uma cozinha, que era a única divisão no rés-do-chão (o rés do chão era amplo, aberto e de terra batida, com uma longa mesa de madeira) e um primeiro andar amplo, onde iríamos dormir todos “ao molho e fé em deus”, com redes mosquiteiras, mas sem luz eléctrica. A casa de banho era um barraco no exterior. Jantámos romanticamente à luz de velas e prolongámos a noite ao redor de uma fogueira. Não estava frio, mas aquela fogueira sabia muito bem. Alguns aldeãos ensinaram-nos o jogo do búfalo, que era um jogo com pauzinhos e em tínhamos, por exemplo, de construir outros quadrados apenas movendo este ou aquele pauzinho. Tínhamos de puxar pela cabeça.
O sono aperta. Toca a ir dormir enroladinhos nos sacos-cama. De madrugada deu-me uma terrível vontade de ir ao Wc. Fui aguentando. E porquê? Porque ainda era de noite e não havia electricidade. Os búfalos andavam lá fora soltos, as galinhas e os galos e sabe-se lá mais que animais andariam por lá. Mas não consegui aguentar mais. Ganhei coragem e lá fui ao barraco. Senti-me uma heroína!
Dia seguinte, pequeno-almoço: uma taça com caldo de arroz….é o meu ideal de pequeno-almoço! Comi tudo a pensar na descida da montanha que se aproximava. A descer todos os santos ajudam e é bem verdade. Apenas me doíam os joelhos da pressão que tinha que fazer em descidas íngremes. Neste passeio, cruzámo-nos por algumas cascatas e riachos, campos de arroz, gentes locais simpáticas, outros grupos de turistas, animais e um tailandês disfarçado de terrorista com arma e tudo.
Para terminar a viagem, aguardava-nos uma descida de um rio (não há fotos) que mais parecia esgoto a céu aberto, numa jangada de bambu. Ficámos encharcados, claro.
No dia seguinte, tínhamos regresso marcado para Macau às 13h. Então, alugámos um táxi para irmos a correr ver uns tigres que, coitadinhos, precisavam de uns carinhos meus (sabem como é…felinos e eu, temos uma relação estreita) e ver uma espécie de museu vivo, onde estavam várias tribos representadas, entre elas a das mulheres de pescoço comprido. Para ir mesmo às aldeias teríamos de enfrentar uma viagem de 5 horas de autocarro e já não tínhamos esse tempo. Grande parte das tribos do pescoço comprido vivem junto à fronteira com Myanmar (antiga Birmânia), em campos de refugiados que existem desde a segunda guerra mundial, altura em que fugiram do seu país, Myanmar.
Aproveitem esta viagem pelas imagens. Da nossa parte há que agradecer aos simpáticos tailandeses: kopumcrrra (eu) e kopumcrrrat (roger)
Os feriados do ano novo chinês dão sempre jeito para uma escapadinha. Com os 5 dias angariados, rumámos ao norte da Tailândia, Chiang Mai. Eu, pessoalmente, nunca tinha ido a qualquer lugar na Tailândia. E porque decidimos pelo norte, sem praias? Porque a montanha, o a paisagem verdejante e o ar puro nos agrada mais do que praia e porque acreditamos que poderemos fazer praia quando formos mais velhos. São filosofias de vida, pronto!
Um dos nossos objectivos era poder ver as mulheres de longo pescoço, que o embelezam com argolas de latão que vão acrescentando ao longo da vida. Estava também marcado no nosso caderno de viagem fazer trekking até ao alto da montanha, ver templos pela cidade, aprender a cozinhar culinária local, comprar artesanato e pedrinhas para a minha bijutaria, relaxar e imbuir do espírito local.
Não sei porquê acordávamos de alvorada, com o sol a nascer, os passarinhos a cantar, o sossego e coisa e tal, contrastando com o nosso quotidiano marcado por obras de construção ruidosas ao lado do quarto. Enquanto em Macau a temperatura rondava entre os 7 e os 10 graus, na Tailândia batia nos 30. Hummm, que bom. Eu fui mesmo feita para viver em países quentes.
Adorei as deslocações no Tuk-tuk – um táxi que é uma mota com três lugares, tipo riquexó motorizado. É bom levar com o ar na cara (ok e a poluição também, mas nem se dava conta). Templos e mais templos: fiquei estupefacta com umas estátuas de cera de uns budistas. Pareciam reais (notem nas fotografias), mas tão reais que tivemos que nos aproximar, para olhá-los fixamente e ver se respiravam ou não.dahhh
Percorrer os mercados nocturnos com artesanato e os mercados locais quotinianos é condição principal para conhecer melhor a cultura local. Decidimos inscrever-nos numa experiência gastronómica numa escola de culinária. Fizemos crepes com legumes, sopa, massa, panqueca de banana. Hummmm.
A tarefa de subir à montanha a pé (trekking) adivinhava-se penosa para quem passa a vida frente aos nossos amigos pcs. Antes de subir à montanha, toca a um passeio de elefante. E para quem possa pensar que os animais até são uns porquitos, arrangem um “condutor” de elefantes como o nosso que…bem…não se conteve e soltou um puftrau…Só nos rimos!!!
Para quem nunca faz exercício físico, e inserida num grupo onde iam umas jogadoras de hóquei, claro está que eu era sempre a última. A meio do caminho tive de arranjar um pau para me auxiliar. Para não falar de um pormenor: tive de trocar de sapatilhas com o Roger porque as minhas magoavam-me os pés. Imaginem o que é subir o monte e atravessar rios por cima de pontes, que eram apenas dois troncos, com calçado que não era o meu. Estava sempre com receio de escorregar. Enfim.. Uma vez chegados ao cimo da montanha, entrámos numa aldeia, cumprimentámos as pessoas- “tablu”- e conhecemos a casa onde íamos ficar a pernoitar. Tinha uma cozinha, que era a única divisão no rés-do-chão (o rés do chão era amplo, aberto e de terra batida, com uma longa mesa de madeira) e um primeiro andar amplo, onde iríamos dormir todos “ao molho e fé em deus”, com redes mosquiteiras, mas sem luz eléctrica. A casa de banho era um barraco no exterior. Jantámos romanticamente à luz de velas e prolongámos a noite ao redor de uma fogueira. Não estava frio, mas aquela fogueira sabia muito bem. Alguns aldeãos ensinaram-nos o jogo do búfalo, que era um jogo com pauzinhos e em tínhamos, por exemplo, de construir outros quadrados apenas movendo este ou aquele pauzinho. Tínhamos de puxar pela cabeça.
O sono aperta. Toca a ir dormir enroladinhos nos sacos-cama. De madrugada deu-me uma terrível vontade de ir ao Wc. Fui aguentando. E porquê? Porque ainda era de noite e não havia electricidade. Os búfalos andavam lá fora soltos, as galinhas e os galos e sabe-se lá mais que animais andariam por lá. Mas não consegui aguentar mais. Ganhei coragem e lá fui ao barraco. Senti-me uma heroína!
Dia seguinte, pequeno-almoço: uma taça com caldo de arroz….é o meu ideal de pequeno-almoço! Comi tudo a pensar na descida da montanha que se aproximava. A descer todos os santos ajudam e é bem verdade. Apenas me doíam os joelhos da pressão que tinha que fazer em descidas íngremes. Neste passeio, cruzámo-nos por algumas cascatas e riachos, campos de arroz, gentes locais simpáticas, outros grupos de turistas, animais e um tailandês disfarçado de terrorista com arma e tudo.
Para terminar a viagem, aguardava-nos uma descida de um rio (não há fotos) que mais parecia esgoto a céu aberto, numa jangada de bambu. Ficámos encharcados, claro.
No dia seguinte, tínhamos regresso marcado para Macau às 13h. Então, alugámos um táxi para irmos a correr ver uns tigres que, coitadinhos, precisavam de uns carinhos meus (sabem como é…felinos e eu, temos uma relação estreita) e ver uma espécie de museu vivo, onde estavam várias tribos representadas, entre elas a das mulheres de pescoço comprido. Para ir mesmo às aldeias teríamos de enfrentar uma viagem de 5 horas de autocarro e já não tínhamos esse tempo. Grande parte das tribos do pescoço comprido vivem junto à fronteira com Myanmar (antiga Birmânia), em campos de refugiados que existem desde a segunda guerra mundial, altura em que fugiram do seu país, Myanmar.
Aproveitem esta viagem pelas imagens. Da nossa parte há que agradecer aos simpáticos tailandeses: kopumcrrra (eu) e kopumcrrrat (roger)
doçuras na hora
Há uns bolinhos perto de casa que gosto de comer, ao estilo dos gofres/waffers. São feitos na hora e barrados com um misto de leite condensado e manteiga de amendoim. São cerca de 50 cêntimos cada um.
Já ouvi dizer que uma sra. chamada asae não iria gostar disto.
A banca fica à entrada de um antigo teatro que hoje é mais um edifício com várias lojas e um salão de jogos.



Já ouvi dizer que uma sra. chamada asae não iria gostar disto.
A banca fica à entrada de um antigo teatro que hoje é mais um edifício com várias lojas e um salão de jogos.



Exposição colectiva
Pela primeira vez participo numa exposição colectiva de joalharia, na Casa de Portugal de Macau. Espero que seja a primeira de muitas. O que interessa é não parar.
Em breve, iniciarei o segundo módulo do workshop em que trabalharei com prata.
Aqui estão algumas fotos da exposição, onde também constam as minhas belíssimas obras de arte:).




Em breve, iniciarei o segundo módulo do workshop em que trabalharei com prata.
Aqui estão algumas fotos da exposição, onde também constam as minhas belíssimas obras de arte:).




Um ano...
Há quem contabilize as horas, os dias, os meses...Eu contabilizo um ano. Passou um ano desde que me mudei a sério para a meca dos casinos no Oriente. Os neons coloridos continuam a acompanhar-me todos os dias, assim como esta língua estranha que custa a entranhar. Os números, um obrigada, um por favor, um desculpe e pouco mais, servem para comunicar. Os papéis escondem-se na carteira com moradas escritas em caracteres chineses para garantir que não me vou perder. Numa península tão pequena duvido que tal acontecesse. Os bairros repletos de lojas, lojinhas ou tendas encavalitadas nas ruas estreitas orientam-me até ao meu destino.
Lá ao longe, do outro lado da foz do Rio das Pérolas, o Cotai (grafia adoptada da junção das palavras Coloane + Taipa) continua em construção. Entre a ilha de Coloane e a ilha da Taipa (que pertencem também a Macau), foi feito um grande aterro que liga as duas ilhas por terra para construir mais casinos, hotéis, centros comerciais e tudo aquilo que emane Glamour e muita nota. Por enquanto, os martelos pneumáticos continuam estridentes, os camiões a circular e lá estão os contentores habitacionais empilhados, que servem de poiso nocturno aos milhares de trabalhadores que por aqui teimam em trabalhar...por meia dúzia de patacas, sujeitos a tudo.
Coloane é o pulmão desta agitada cidade. Trilhos (o mais longo com mais de 8km), ladeados de vegetação, caminhos de terra e pedra, com o mar ali ao lado a bater nas rochas servem para respirar fundo. No mar, a tocar o horizonte estão os barcos de pesca. Quase que cheira a maresia, quase.
O calor, esse, tem sido uma constante desde que cheguei. Parece que não há estações do ano. Calor abafado que me faz transpirar, mesmo estando parada, mesmo estando em casa. Transpiro. Sem ar condicionado não se consegue sobreviver.
Quando o calor é acompanhado de chuvas fortes, repentinas, mais estranho se torna. Estranho para mim, que cresci a ver as folhas a amarelecer, quando começava a escola, e o frio a chegar de mansinho, para ficar durante alguns meses. Ou ver o nascer da primavera a poucos meses de iniciar as férias grandes. Campos verdes, cheios de margaridas e aroma de frescura no ar. Aqui não há nada disso. Nem o cheiro a terra molhada. Bem sei que as estações do ano estão trocadas um pouco por todo o lado.
Faça chuva ou faça sol, os guarda-chuvas serpenteiam pelas ruas. Se para mim é um transtorno andar com guarda-chuva no inverno, menos sentido faz andar com ele no verão. Mas a verdade é que quando chove, tenho mesmo de levar o guarda-chuva a passear. Mas andar com ele quando faz sol, ainda que tórrido, recuso-me.
Se em Roma sê romano, aqui temos de ser portugueses na China :) Já que por cá estou decidi aprender algo que sempre me fqascinou, pela graciosidade dos movimentos: o Tai-Chi. A iniciação a esta arte marcial aconteceu entre Maio e Julho. Durante este tempo, todas as segundas e sextas levantava-me pelas 7h30 para começar a aula às 8h. Apenas aprendi alguns exercícios e questionava-me quando começaria o Tai-Chi a sério. Só agora estou a aprender os 24 movimentos do tai-chi,estilo Chen, tal qual vejo praticar nos jardins. Mas não é nada fácil de aprender. Eu, claro está, tenho a dificuldade da barreira da língua, que me impede de perceber o porquê dos movimentos e assim decorá-los melhor.
Nenhum instrutor fala inglês, sequer. E dos 30 alunos, apenas uma sabe inglês e vai-me ajudando. Gostava de poder estalar os dedos e saber logo fazer tai-chi.
O balanço é positivo. Mas o que gostava mesmo era de poder mudar todos os anos de lugar, de cidade, de país, ou de continente, para ter a oportunidade de conhecer outras culturas e povos.
Agora, por Macau, continua o ciclo e a rotina, por vezes.
ps: muito teria para contar, mas a preguiça aperta comigo muitas vezes. Desculpem lá!
Lá ao longe, do outro lado da foz do Rio das Pérolas, o Cotai (grafia adoptada da junção das palavras Coloane + Taipa) continua em construção. Entre a ilha de Coloane e a ilha da Taipa (que pertencem também a Macau), foi feito um grande aterro que liga as duas ilhas por terra para construir mais casinos, hotéis, centros comerciais e tudo aquilo que emane Glamour e muita nota. Por enquanto, os martelos pneumáticos continuam estridentes, os camiões a circular e lá estão os contentores habitacionais empilhados, que servem de poiso nocturno aos milhares de trabalhadores que por aqui teimam em trabalhar...por meia dúzia de patacas, sujeitos a tudo.
Coloane é o pulmão desta agitada cidade. Trilhos (o mais longo com mais de 8km), ladeados de vegetação, caminhos de terra e pedra, com o mar ali ao lado a bater nas rochas servem para respirar fundo. No mar, a tocar o horizonte estão os barcos de pesca. Quase que cheira a maresia, quase.
O calor, esse, tem sido uma constante desde que cheguei. Parece que não há estações do ano. Calor abafado que me faz transpirar, mesmo estando parada, mesmo estando em casa. Transpiro. Sem ar condicionado não se consegue sobreviver.
Quando o calor é acompanhado de chuvas fortes, repentinas, mais estranho se torna. Estranho para mim, que cresci a ver as folhas a amarelecer, quando começava a escola, e o frio a chegar de mansinho, para ficar durante alguns meses. Ou ver o nascer da primavera a poucos meses de iniciar as férias grandes. Campos verdes, cheios de margaridas e aroma de frescura no ar. Aqui não há nada disso. Nem o cheiro a terra molhada. Bem sei que as estações do ano estão trocadas um pouco por todo o lado.
Faça chuva ou faça sol, os guarda-chuvas serpenteiam pelas ruas. Se para mim é um transtorno andar com guarda-chuva no inverno, menos sentido faz andar com ele no verão. Mas a verdade é que quando chove, tenho mesmo de levar o guarda-chuva a passear. Mas andar com ele quando faz sol, ainda que tórrido, recuso-me.
Se em Roma sê romano, aqui temos de ser portugueses na China :) Já que por cá estou decidi aprender algo que sempre me fqascinou, pela graciosidade dos movimentos: o Tai-Chi. A iniciação a esta arte marcial aconteceu entre Maio e Julho. Durante este tempo, todas as segundas e sextas levantava-me pelas 7h30 para começar a aula às 8h. Apenas aprendi alguns exercícios e questionava-me quando começaria o Tai-Chi a sério. Só agora estou a aprender os 24 movimentos do tai-chi,estilo Chen, tal qual vejo praticar nos jardins. Mas não é nada fácil de aprender. Eu, claro está, tenho a dificuldade da barreira da língua, que me impede de perceber o porquê dos movimentos e assim decorá-los melhor.
Nenhum instrutor fala inglês, sequer. E dos 30 alunos, apenas uma sabe inglês e vai-me ajudando. Gostava de poder estalar os dedos e saber logo fazer tai-chi.
O balanço é positivo. Mas o que gostava mesmo era de poder mudar todos os anos de lugar, de cidade, de país, ou de continente, para ter a oportunidade de conhecer outras culturas e povos.
Agora, por Macau, continua o ciclo e a rotina, por vezes.
ps: muito teria para contar, mas a preguiça aperta comigo muitas vezes. Desculpem lá!
Caça às obras

Assim como existe caça ao pombo, ao javali e ao raio que o parta, eu declaro que está oficialmente aberta a caça às obras de construção civil por tempo indeterminado. Qualquer martelo pneumático ou berbequim será de imediato apreendido e destruído. A infracção a esta ordem será punida severamente com multas pesadas e extradição do território.
A fiscalização será apertada e as punições recairão inclusive sobre quem mencionar a palavra “obra” ou “obras”, seja em que língua for.
Depois de terminada a caça às obras, será instituído o Dia Nacional do Sossego.
A febre dos jogos olímpicos em Macau
Foram lançadas notas comemorativas dos Jogos Olímpicos em Macau. São 400 mil (o total de habitantes é de 500 mil) e têm o valor facial de 20 patacas (cerca de 1,60 euros), mas o valor real é de 88 patacas (cerca de 7 euros).
Quanto a isto, nada demais.
A curiosidade está no facto de dezenas de pessoas se concentrarem, em fila, junto às várias sucursais do Banco da China, horas antes de abrirem. Tudo à procura das notas comemorativas.
Vejam a foto para comprovar. Nem o calor demove estes convictos de grande espírito olímpico.
Quanto a isto, nada demais.
A curiosidade está no facto de dezenas de pessoas se concentrarem, em fila, junto às várias sucursais do Banco da China, horas antes de abrirem. Tudo à procura das notas comemorativas.
Vejam a foto para comprovar. Nem o calor demove estes convictos de grande espírito olímpico.
mais peças de joalharia
joalharia
O curso de joalharia que frequentei, terminou. Deixo aqui uma fotografia de várias peças feitas pela minha turma. Não estão totalmente finalizadas, faltam os retoques, mas há aqui promissores joalheiros:)
O meu anel é o redondo, grande.

Descobri que a joalharia não é assim tão fácil como possa parecer e que nada sei e muito teria (ou terei) que estudar e treinar.
Ainda estou a terminar o anel e outras peças que ficaram a meio. Depois mostro o resultado final.
O meu anel é o redondo, grande.
Descobri que a joalharia não é assim tão fácil como possa parecer e que nada sei e muito teria (ou terei) que estudar e treinar.
Ainda estou a terminar o anel e outras peças que ficaram a meio. Depois mostro o resultado final.
Todos nós procuramos qualidade de vida:)

Pelo menos 10.000 pessoas morrem todos os anos em Hong Kong, Macau e na região sul do continente chinês devido ao agravamento regional da poluição atmosférica, indica um estudo divulgado em Hong Kong.
A poluição atmosférica é responsável pela ocupação de 440.000 camas de hospital e 11 milhões de consultas médicas todos os anos, indicam os dados do estudo efectuado pela consultora Civic Exchange.
“Estimamos que haja 10.000 mortes atribuídas à poluição atmosférica, 10.000 mortes que poderiam potencialmente ser evitadas”, afirmou Anthony Hedley, professor no departamento de medicina comunitária na Universidade de Hong Kong, que parcialmente conduziu o estudo.
O mesmo responsável garante que as estimativas “são muito conservadoras” e que o preço a pagar pela poluição “é muito alto”.
Imagens de satélite mostram que a situação na região piorou consideravelmente entre 2003 e 2006, o ano em que os dados foram recolhidos.
A área do estudo compreende Hong Kong, Macau e o Delta do Rio das Pérolas que se transformou na base de milhares de indústrias nos últimos 30 anos de forte desenvolvimento chinês.
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